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Como Pescar em Represa: Ler a Água, o Nível e a Regra
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Como Pescar em Represa: Ler a Água, o Nível e a Regra

1 de nov. de 2026 · 25 min de leitura · por Rômulo SF

Como pescar em represa é a dúvida de quem chega à beira de um lago enorme e não sabe por onde começar, com água para todo lado e nenhuma placa dizendo onde o peixe mora. A represa é um rio barrado. O peixe continua seguindo o leito antigo, a estrutura que ficou debaixo d’água e a temperatura, só que sem a correnteza para mostrar o caminho.

Este guia mostra como ler a represa pela estrutura submersa, pela estação e pelo nível da água. Também compara barco e barranco, mostra onde cada espécie costuma ficar e reúne as regras e os cuidados de segurança de quem pesca em água pública.

Resposta rápida

Para pescar em represa, procure o peixe na estrutura: borda do canal do rio antigo, ponta, galhada, paliteiro e entrada de córrego. A estação e o nível da água decidem a profundidade. Antes de sair, confira a carteira, a regra da piracema e as áreas proibidas perto da barragem.

Como Pescar em Represa: Entenda o Rio Que Ficou Debaixo d’Água

Como pescar em represa começa por entender o que existe debaixo da água. A represa nasce quando uma barragem fecha o rio e a água sobe sobre o vale, cobrindo mato, pasto, estrada e o próprio leito antigo.

Esse leito continua lá, como um canal mais fundo que serpenteia pelo fundo. Os braços da represa são os vales dos córregos que desaguavam no rio, e as pontas e ilhas são os morros que ficaram com o topo de fora.

A represa tem três zonas, e cada uma pesca de um jeito.

Cabeceira ÁGUA NOVA

É onde o rio entra na represa. A água é mais rasa, ainda tem um pouco de correnteza e traz comida e oxigênio. Peixe de escama e de couro sobe até ali, principalmente quando a água está subindo.

Corpo da represa ESTRUTURA

É a parte larga, com braços, enseadas, pontas e ilhas. O canal do rio antigo corre pelo meio, e a maior parte da pesca acontece na borda dele e na estrutura das margens.

Perto da barragem ÁGUA FUNDA

É a parte mais funda e mais parada da represa. A área junto ao paredão costuma ter restrição de pesca e de navegação, como mostra a seção de regras.

Como pescar em represa: braço de represa visto do alto de um morro, com pontas de terra, uma ilha e a faixa escura do canal do rio antigo no meio
O canal do rio antigo costuma aparecer como a faixa de água mais escura: saber como pescar em represa começa por achar essa linha.

O que muda em relação ao rio é a pista. No rio, a correnteza mostra onde o peixe come; na represa, quem mostra é a forma do fundo, e por isso a leitura vem antes da isca.

Um mapa antigo da região, de antes da barragem, ou a vista de satélite no celular numa época de represa baixa ajudam a achar o leito, as estradas e as cercas que ficaram submersas, e viram o mapa do tesouro mais útil que já passou pela caixa de pesca.

Onde o Peixe Fica na Represa: a Estrutura Submersa

Na hora de decidir como pescar em represa, a estrutura vem antes da isca, porque o peixe não fica espalhado ao acaso. Ele se junta onde há esconderijo, comida e uma mudança de profundidade por perto, e cada estrutura abaixo reúne pelo menos duas dessas coisas.

Canal do rio antigo BORDA DO DEGRAU

O fundo cai de repente onde começa o leito antigo. O peixe usa essa borda para subir ao raso e descer ao fundo, e a curva do canal perto de um banco raso costuma ser o melhor trecho.

Paliteiro e galhada ESCONDERIJO

Paliteiro é a mata morta que ficou de pé quando a represa encheu, com os troncos saindo da água. Paliteiro, galhada e árvore afogada seguram traíra, tucunaré e black bass, e pedem isca antienrosco passada rente aos galhos, não em cima deles.

Ponta e ilha PASSAGEM

A ponta entra na água com fundo dos dois lados e fica no caminho do peixe que patrulha a margem. A ilha é uma ponta cercada de água, e a face que recebe o vento costuma render mais.

Braço e enseada ÁGUA MORNA

O braço é o vale de um córrego afogado, mais abrigado e mais raso que o corpo da represa. Ele esquenta primeiro nos dias frios e junta tilápia, carpa e traíra na vegetação.

Entrada de córrego COMIDA

A água que chega traz alimento e oxigênio e, no calor, costuma chegar mais fresca. Piau, mandi e tilápia encostam ali depois da chuva.

Tanque-rede, píer e ponte SOMBRA

Estrutura feita pelo homem dá sombra, e o tanque de piscicultura ainda solta sobra de ração. Muitas represas têm distância mínima para pescar perto de tanque-rede, então confira a regra local antes de lançar ali.

A leitura da margem para quem pesca a pé, com ponta, degrau, vegetação e a margem que recebe o vento, está no guia de pesca de barranco. De barco, a lógica é a mesma, só que você alcança a estrutura que fica longe da beira.

Sem sonar, dá para achar o degrau do canal com a própria vara. Amarre uma chumbada pesada, lance em leque e conte o tempo até a linha afrouxar quando ela toca o fundo. Quando a contagem aumenta de repente, você passou da borda e achou o canal sem gastar um centavo em eletrônico.

Em água clara e rasa, um óculos polarizado corta o reflexo e mostra galho, pedra e a mudança de cor onde o fundo cai.

Como a Estação Muda a Profundidade do Peixe na Represa

Como pescar em represa muda ao longo do ano porque a água parada esquenta e esfria em camadas. O peixe procura a camada com temperatura e oxigênio bons para ele, e essa camada sobe e desce com a estação.

No verão, a represa funda pode formar a termoclina, uma divisa entre a água quente de cima e a fria de baixo. Segundo o Departamento de Recursos Naturais de Iowa (Iowa DNR), nos EUA, as duas camadas não se misturam, e no meio do verão o oxigênio abaixo da termoclina cai a ponto de o peixe não conseguir ficar ali. Ele se mantém do lado de cima, o mais perto possível dela.

O mesmo órgão dá uma ideia da profundidade: num lago turvo, a termoclina pode ficar a cerca de 1,5 m, e num lago claro, a cerca de 5 m ou mais. Ela costuma se formar em água com mais de 3 m de fundo, então represa rasa raramente tem termoclina.

A tabela abaixo é uma referência prática, não uma regra fixa. Ela resume onde procurar o peixe em cada estação e o horário que costuma render.

EstaçãoOnde procurarHorário que rende
VerãoAcima da termoclina, na sombra, na galhada funda e na ponta com ventoAmanhecer e fim de tarde
OutonoPonta, borda do canal e estrutura de meia profundidadeAmanhecer e entardecer
InvernoFundo do canal e borda funda; à tarde, o raso que pegou solDas 11h às 16h
PrimaveraRaso e braços que esquentam primeiroAmanhecer e entardecer

Para o horário, vale a regra de seguir a temperatura da água, não o relógio, explicada no guia de melhor horário para pescar. Na represa, a água parada acentua esse efeito: o raso esquenta rápido na tarde de inverno e esquenta demais no meio do dia de verão, a hora em que até o pescador procura sombra.

Na primavera, a piracema muda o que pode ser pescado em muitas bacias, assunto da seção de regras mais abaixo.

Nível da Represa: Cheia, Seca e o Peixe Que Muda de Lugar

Como pescar em represa também depende do nível da água, que sobe e desce ao longo do ano com a chuva e a operação da barragem. Em boa parte das hidrelétricas, a represa baixa na seca e volta a encher no período de chuva.

O ONS, Operador Nacional do Sistema Elétrico, publica o volume útil dos principais reservatórios de hidrelétrica do país. Olhar esse número antes de sair diz se você vai encontrar a represa cheia, na média ou baixa.

Nível subindo RASO NOVO

A água cobre capim, mato e terra que estavam secos, e o peixe sobe para o raso recém-alagado atrás de inseto, semente e peixe miúdo. Pesque a margem rasa e a vegetação afogada.

Nível estável ESTRUTURA FIXA

O peixe se acomoda na estrutura de sempre: borda do canal, ponta e galhada. É a fase mais previsível da represa.

Nível descendo PEIXE CONCENTRADO

O raso seca e o peixe recua para o canal e para a estrutura funda. Com menos água para se esconder, a pescaria costuma ficar mais fácil, desde que você ache o canal.

Os três padrões são uma referência prática e variam de uma represa para outra. Variação brusca de nível em poucos dias costuma espalhar o cardume por um tempo, e nessa fase vale insistir no canal, que muda pouco.

Barco de alumínio com dois pescadores numa represa baixa, junto a uma margem de terra vermelha rachada pela seca, com tocos de árvore e faixas de marca d'água na encosta
Na represa baixa, a borda do canal fica mais perto da margem e junta o peixe que saiu do raso.

A represa baixa também é a melhor época para estudar o fundo. Fotografe e marque no celular o tronco, a pedra, o degrau e a cerca que aparecem na seca, porque na cheia eles voltam a ser estrutura submersa, e você já sabe onde estão, junto com a chumbada que ficou presa lá no ano passado.

Como o Vento Muda o Ponto na Represa

O vento é a correnteza da represa. Ele empurra a água da superfície, o inseto e a espuma para a margem de frente para ele, e o peixe miúdo vai atrás, seguido do predador, enquanto o pescador do lado abrigado se pergunta por que só ele não pega nada.

  • Ponta com vento batendo. estrutura e água em movimento no mesmo lugar, combinação forte para tucunaré e black bass.
  • Linha de água turva. a onda batendo no barranco de terra suja a água da beira, e o predador caça na divisa entre a água turva e a limpa.
  • Margem abrigada. atrás da ponta ou da ilha, a água fica lisa, boa para isca natural parada e boia, sem o vento arrastando a linha.
  • Água espelhada. sem vento, o peixe enxerga melhor e desconfia mais; isca menor, linha mais fina e lance mais longo ajudam.

Vento que muda de direção e esfria de repente costuma anunciar frente fria, e a pressão em queda antes dela é uma boa janela de pesca. O mesmo vento, porém, levanta onda na represa aberta, cuidado tratado na seção de segurança.

Como Pescar em Represa de Barco ou de Barranco

Como pescar em represa de barranco é o caminho mais simples e barato, e cobre bem a cabeceira, os braços e as pontas que chegam perto da margem. O barco leva você à estrutura do meio, como a borda do canal, a ilha e o paliteiro longe da beira.

De barco, há três jeitos principais de pescar, cada um para uma situação.

Poitado PARADO NA ESTRUTURA

O barco fica parado pela poita, o peso amarrado na corda, perto da borda do canal ou ao lado da galhada. Combina com isca natural no fundo, ceva e peixe de cardume, como piau, mandi e tilápia. Poite a alguns metros do ponto e lance para ele, sem jogar a poita em cima do peixe.

Deriva COBRE ÁREA

O motor fica desligado e o vento leva o barco devagar sobre uma área, com a isca passando perto do fundo ou na meia-água. Serve para achar o cardume num platô grande ou ao longo da borda do canal.

Corrico ISCA ARRASTADA

A isca artificial vai arrastada atrás do barco em marcha lenta, seguindo a borda do canal ou a linha da margem. É o jeito de procurar tucunaré e outros peixes de meia-água numa represa grande.

Duas poitas, uma na proa e outra na popa, seguram o barco de lado para a estrutura e evitam que ele gire com o vento, feito um cata-vento que muda o alvo a cada lance. Como referência prática, a corda precisa ser bem mais comprida que a profundidade do ponto, para o peso deitar no fundo e segurar.

O sonar, ou ecobatímetro, mostra o fundo, o degrau do canal, a galhada e o cardume, mas não é obrigatório para começar. A contagem com a chumbada e a leitura da margem resolvem boa parte das represas.

De barco, a licença de pesca precisa ser da categoria embarcada, e quem pilota precisa de habilitação de arrais amador da Marinha. A ceva também rende mais com o barco parado, e a dose e o jeito de levar ao ponto estão em como fazer ceva para pescar.

De barranco, a montagem de fundo e a de boia resolvem quase tudo, e o passo a passo da chumbada corrida está em como montar anzol e chumbada no molinete. Com isca artificial, o arremesso em leque que varre a estrutura está em como pescar com isca artificial.

Espécies de Represa: Onde Cada Peixe Costuma Ficar

Como pescar em represa muda com o peixe que você quer pegar, porque cada espécie usa uma parte diferente da represa. A lista resume onde procurar, e o guia de cada espécie traz isca, montagem e equipamento.

  • Tilápia. margem rasa com vegetação, as panelas de ninho na água rasa e o entorno de tanque-rede; isca e montagem em como pescar tilápia.
  • Tucunaré. ponta, galhada e paliteiro, de manhã cedo e no fim da tarde; nas represas do Sudeste e do Centro-Oeste ele foi introduzido, como explica o guia de como pescar tucunaré.
  • Traíra. borda de vegetação, capim alagado, galho e raiz, sempre na beira e não no meio; detalhes em como pescar traíra.
  • Black bass. estrutura de represa do Sul e do Sudeste, mais ativo com a água quente; o guia de como pescar black bass mostra a pesca por estação.
  • Pacu. margem com árvore frutífera e mata alagada, onde a fruta cai na água; ver como pescar pacu.
  • Carpa. enseada e braço raso, de água parada e morna e fundo de lama ou areia; ver como pescar carpa.
  • Piau. entrada de rio ou córrego, ponta de cascalho e margem de pedra, onde chega água nova; ver como pescar piau.
  • Mandi. beira do antigo leito e entrada de água, no fundo; ver como pescar mandi.
  • Pintado. peixe de couro que passa o dia no fundo e sai para caçar à noite na borda do canal; ver como pescar pintado.
  • Tambaqui. fora da Amazônia ele não é nativo, e a espécie entrou na lista de ameaçadas em 2026; o caminho seguro é o pesqueiro e o açude de criação, como mostra o guia de como pescar tambaqui.

Quem quer peixe concentrado num tanque pequeno, sem ler represa nenhuma, tem o pesqueiro, com regra da casa e sem carteira. O passo a passo está em como pescar em pesqueiro.

Regras Para Pescar em Represa: Licença, Piracema e Área Proibida

Como pescar em represa dentro da lei começa pela licença, porque represa é água pública. A carteira de pesca amadora vale para quem pesca da margem e de barco, nas categorias desembarcada e embarcada.

A piracema é a segunda regra. Em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul, o defeso costuma começar em 1º de novembro, e as datas e listas de cada bacia estão em quando abre e fecha a piracema.

Na represa, o defeso costuma mudar o que pode ser levado, em vez de fechar tudo. Em Minas Gerais, segundo a Agência Minas, a piracema 2025/2026 permitiu só a captura de peixe exótico ou híbrido, com limite de 3 kg por dia mais um exemplar. Os petrechos liberados eram linha de mão, vara, caniço simples, molinete e carretilha.

Esse é o exemplo de um estado e de um ciclo. Cada estado publica a própria regra, que pode mudar de um ano para outro, então confirme no órgão ambiental antes de cada piracema.

Piracema 2026/2027 na represa

Em várias bacias, o defeso costuma começar em 1º de novembro, data que vale conferir para o ciclo 2026/2027. Peixe nativo, como dourado, pintado, curimba, mandi e lambari, costuma ficar proibido no período. Tilápia, black bass, carpa e o tucunaré fora da bacia de origem costumam seguir liberados, mas a lista muda por bacia.

Perto da barragem, a regra é outra. Num alerta da Copel divulgado pelo Governo do Paraná em outubro de 2025, a empresa lembra que a pesca e a navegação são proibidas num raio de até mil metros das barragens das usinas dela. O mesmo alerta pede para evitar áreas marcadas por placas, boias ou cordões de isolamento.

Represa de abastecimento de água pode proibir a pesca de vez. Em Juiz de Fora (MG), a lei municipal nº 13.672, de 2018, proíbe a pesca em geral nas represas de São Pedro, Dr. João Penido e Chapéu D’Uvas, segundo reportagem de janeiro de 2024 do jornal Tribuna de Minas.

Antes de pescar numa represa que abastece uma cidade, pergunte à prefeitura ou à empresa de água se a pesca é permitida. E nunca leve peixe vivo de uma represa para outra: foi assim que espécies exóticas, como o black bass, se espalharam pelo país.

Segurança na Represa: Onda, Colete e Raio

Como pescar em represa com segurança começa pela previsão do tempo. Em represa grande e aberta, o vento forte levanta onda em poucos minutos, e o barco pequeno de pesca é o primeiro a sentir.

Uma orientação da Capitania Fluvial do Araguaia-Tocantins, da Marinha, reproduzida em 2018 pelo portal Conexão Tocantins, pede colete salva-vidas em quantidade suficiente para todos os tripulantes e passageiros. A mesma orientação proíbe o consumo de álcool por quem conduz o barco.

  • Colete vestido, não guardado. colete debaixo do banco não ajuda na queda; use afivelado o tempo todo no barco.
  • Frente de vento. céu escurecendo, vento esfriando e água mudando de cor no horizonte pedem recolher a poita e voltar antes de a onda chegar.
  • Raio. com trovoada, guarde a vara e saia da água; no meio da represa, o barco é o ponto mais alto e a vara é um objeto longo na sua mão.
  • Tronco submerso. fora do canal conhecido, navegue devagar; tronco logo abaixo da superfície fura casco e quebra hélice.
  • Perto da barragem. respeite boias e placas, porque a operação da usina muda o nível e a correnteza rápido e, na cheia, as comportas podem ser abertas.
  • Aviso em terra. diga a alguém onde vai pescar e a hora de volta, e leve o celular num saco estanque.
Pescador de colete salva-vidas laranja recolhe a corda da poita na proa de um barco enquanto uma frente de vento escurece a água da represa
Quando a água escurece no horizonte, recolha a poita e volte: em represa aberta, a onda costuma chegar antes da chuva.

Quem pesca da margem tem outros riscos, como o barranco que cede com a água alta ou o solo encharcado. Os sinais de perigo estão no guia de pesca de barranco citado acima.

A regra que resume tudo

Na represa, a estrutura diz onde o peixe está, a estação diz a profundidade e o nível diz se ele está no raso ou no canal. Leia as três antes de lançar, confira a regra da piracema e da barragem e vista o colete antes de ligar o motor.

O Que Levar Para Pescar em Represa

Como pescar em represa não pede um barco cheio de equipamento. O que muda em relação ao rio são três coisas: enxergar a estrutura, passar a isca por ela sem enroscar e voltar inteiro do meio da água.

Os cards abaixo cobrem o óculos de ler o raso, duas iscas para a estrutura e o colete salva-vidas, um para cada pessoa a bordo, sem a coleção inteira que a vitrine da loja sugere.

Óculos Polarizado de Lente Marrom Para Ler o Raso

A lente marrom polarizada corta o reflexo da superfície e dá mais contraste na água verde e escura de represa, mostrando galho, pedra e o degrau do fundo. As opções são o Saint Matte marrom, com proteção UV400, e o Shimano Exage, na cor marrom e preto.

Isca de Meia-Água Para o Corrico e a Ponta

A Rei do Rio, da Marine Sports, é uma isca de meia-água de 12 cm, na faixa onde o tucunaré caça. Ela serve para o corrico na borda do canal e para o arremesso na ponta com vento, e aqui aparece nas cores 24 e 32.

Isca Antienrosco Para a Vegetação e a Galhada Rasa

O sapinho de silicone passa por cima do aguapé, do capim alagado e da galhada rasa sem enroscar, onde a traíra espera. São dois kits da Monster 3X, o Baby Frog de 7 cm e o X-Frog de 9,5 cm, os dois com anzol; no X-Frog, o anzol é offset, com a ponta escondida no corpo da isca.

Colete Salva-Vidas Para Pescar de Barco

Na represa, o colete fica vestido e afivelado o tempo todo no barco, não guardado debaixo do banco. As duas opções são classe 3 homologadas, a classe para águas abrigadas como rio e represa: o Jogá Safety e o Ativa no formato jaleco, os dois no tamanho G. O tamanho segue o peso de quem vai usar, então confira a faixa no anúncio e leve um colete para cada pessoa a bordo.

Erros Comuns de Quem Pesca em Represa

Os erros de quem aprende como pescar em represa quase sempre vêm de pescar a represa como se fosse um rio ou um tanque de pesqueiro.

  • Lançar para o meio. o meio da represa costuma ser água funda e vazia; o peixe está na borda do canal e na estrutura.
  • Pescar o raso ao meio-dia no verão. com a água quente em cima, o peixe desce para a sombra e para perto da termoclina.
  • Ignorar o nível. o ponto que rendeu na cheia pode estar no seco, e o peixe, no canal.
  • Poitar em cima do ponto. a poita caindo e o barco por cima espantam o cardume que você queria pescar.
  • Isca comum no paliteiro. anzol exposto enrosca no primeiro galho; ali, a isca precisa ser antienrosco.
  • Levar peixe nativo na piracema. na represa, o defeso costuma liberar só o peixe exótico e o híbrido.
  • Chegar perto da barragem. área sinalizada e raio de segurança valem também para quem só vai pescar.
  • Colete guardado. o colete só funciona vestido.

Como Pescar em Represa: o Resumo Antes de Sair

Como pescar em represa se resume a ler o rio que ficou debaixo d’água. Procure a borda do canal, a ponta, a galhada e a entrada de córrego, e ajuste a profundidade pela estação e pelo nível da água.

Antes de lançar, confira a carteira, a regra da piracema da sua bacia e as áreas proibidas perto da barragem. No barco, vista o colete e volte quando a água escurecer no horizonte, porque o peixe continua lá no fim de semana seguinte.

Perguntas Frequentes sobre Como Pescar em Represa

Procure o peixe na estrutura: borda do canal do rio antigo, ponta, galhada, paliteiro e entrada de córrego. No verão, pesque acima da termoclina, de manhã cedo e no fim da tarde; no inverno, no canal, entre 11h e 16h. Antes de sair, confira a carteira, a piracema e as áreas proibidas perto da barragem.

Depende do peixe e da estrutura. Isca natural no fundo, como minhoca, milho e massa, serve para tilápia, piau, carpa e mandi. Para tucunaré, traíra e black bass, use isca artificial: antienrosco na galhada e na vegetação, meia-água no corrico e na ponta com vento, e superfície no raso, de manhã cedo.

No verão, o amanhecer e o fim de tarde rendem mais, porque o raso esquenta demais no meio do dia. No inverno, o melhor intervalo vai das 11h às 16h, quando a água esquenta. Na primavera e no outono, amanhecer e entardecer. A regra é seguir a temperatura da água, não o relógio.

Depende da estação e da clareza da água. No verão, na represa funda, o peixe fica acima da termoclina, que o Iowa DNR situa a cerca de 1,5 m em lago turvo e a cerca de 5 m ou mais em lago claro. No inverno, ele desce para o canal e a borda funda.

Sim. Represa é água pública, e a carteira de pesca amadora vale para quem pesca da margem, na categoria desembarcada, e de barco, na embarcada, que também cobre a margem. Quem pilota o barco precisa ainda de habilitação de arrais amador. Idosos e aposentados que pescam com petrecho simples têm isenção da taxa, mas também precisam do documento.

Depende do estado. Em Minas Gerais, na piracema 2025/2026, a pesca seguiu permitida só para peixe exótico ou híbrido, até 3 kg por dia mais um exemplar, com linha de mão, vara, caniço, molinete ou carretilha. Peixe nativo ficou proibido. Cada estado tem a sua regra, que muda de um ano para outro, então confira antes de cada piracema.

Depende do ponto. O barranco é mais simples e barato e cobre bem a cabeceira, os braços e as pontas perto da margem. O barco alcança a borda do canal, a ilha e o paliteiro do meio, e permite pescar poitado, à deriva ou de corrico. De barco, a carteira precisa ser da categoria embarcada.

Amarre uma chumbada pesada, lance em leque e conte o tempo até a linha afrouxar quando ela toca o fundo. Quando a contagem aumenta de repente, você passou da borda do canal. Mapa antigo da região e vista de satélite com a represa baixa também mostram o leito.

Em geral, não junto ao paredão. A Copel, no Paraná, proíbe pesca e navegação num raio de até mil metros das barragens das usinas dela, e pede para evitar áreas com placas, boias ou cordões. Em outras represas o limite pode ser outro, então siga as placas e a regra local.

Nem sempre. Em Juiz de Fora (MG), a lei municipal nº 13.672, de 2018, proíbe a pesca em geral nas represas de São Pedro, Dr. João Penido e Chapéu D’Uvas, que abastecem a cidade. Antes de pescar numa represa de abastecimento, pergunte à prefeitura ou à empresa de água.

Em que represa você pesca, e onde o peixe estava?

Conte nos comentários a represa, a estrutura e a época que funcionaram. A sua dica pode poupar uma manhã de lances em água vazia para quem vai estrear na represa.

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