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Como Pescar Black Bass em Qualquer Estação do Ano
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Como Pescar Black Bass em Qualquer Estação do Ano

27 de set. de 2026 · 24 min de leitura · por Rômulo SF

Como pescar black bass depende menos da isca da moda e mais de saber onde esse predador está naquela época do ano. O black bass caça de emboscada: fica colado em galhada, pedra e vegetação e ataca o que passa perto.

O problema é que esse esconderijo muda com a temperatura da água. O mesmo bass que estoura isca de superfície no raso em novembro fica parado no fundo em julho, e a isca que funcionou no verão passa batida no inverno, mesmo com o dono insistindo nela a manhã inteira.

Este guia mostra quem é o black bass, onde ele vive no Brasil e como ele muda de lugar a cada estação. Também explica qual isca usar em cada situação, as quatro montagens de soft plastic que mais pegam bass, a fisgada e o equipamento.

Resposta rápida

Para pescar black bass, lance rente à estrutura: galhada, pedra e vegetação submersa. No calor, use isca de superfície e spinnerbait no raso. No frio, trabalhe soft plastic e jig devagar no fundo.

Como Pescar Black Bass: Conheça o Predador

O black bass é o Micropterus salmoides, um peixe de água doce nativo da América do Norte e trazido ao Brasil para a pesca esportiva. Segundo a ficha da espécie no FishBase, ele chega a 97 cm e 10,1 kg, mas o comprimento mais comum fica em torno de 40 cm.

A mesma ficha descreve o bass como peixe de água parada e clara, com margens tomadas de vegetação, entre a superfície e 6 m de profundidade. O adulto come peixes, lagostins e rãs; o jovem come crustáceos, insetos e peixes pequenos.

Esse cardápio explica por que o black bass responde tão bem à isca artificial. Ele caça pela visão e pela vibração, e ataca o que parece um peixinho, um lagostim ou uma rã passando perto do esconderijo, sem perguntar do que aquilo é feito.

O bass se reconhece pela boca: a mandíbula passa da linha do olho, daí o nome em inglês largemouth, “boca grande”. O corpo é verde-oliva, com uma faixa escura e irregular ao longo do flanco.

O nome engana quem já pesca tucunaré, chamado de peacock bass em inglês. Os dois são de famílias diferentes de peixes, embora cacem de um jeito parecido, colados na estrutura.

O black bass chegou ao Brasil no começo da década de 1920. Um estudo sobre a reprodução da espécie na represa do Passaúna, na região de Curitiba, publicado na revista Acta Limnologica Brasiliensia e disponível no SciELO, trata o bass como uma das piores espécies invasoras do mundo.

Segundo o mesmo estudo, a soltura ilegal e intencional feita por pescadores é o principal caminho de expansão do bass no país. Os efeitos negativos sobre os peixes nativos vêm da predação, da competição por comida e de mudanças em cascata na cadeia alimentar.

Como pescar black bass: exemplar sobre uma régua de medição, com a boca que passa da linha do olho e a faixa escura no flanco
A boca que passa da linha do olho e a faixa escura no flanco identificam o bass, o primeiro passo de como pescar black bass.

Para quem vai pescar, essa origem pesa em dois pontos. O bass vive quase sempre em represa e lago, não em rio de correnteza, e a regra de defeso dele é diferente da dos peixes nativos, como mostra a seção de estações mais abaixo.

Onde Pescar Black Bass no Brasil

Como pescar black bass no Brasil começa pelo mapa, porque o peixe está concentrado no Sul e no Sudeste. Segundo o estudo do Passaúna, as populações se formaram principalmente em represas e outros ambientes alterados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Há dois tipos de lugar para pescar. Um é a represa pública, onde o bass vive solto e se reproduz. O outro é o pesqueiro especializado em bass, quase sempre um lago de fazenda com regra de pesque e solte.

No pesqueiro, o peixe está concentrado e é mais fácil de achar, embora já tenha visto metade das iscas da loja passar na frente dele. Na represa, a leitura da estrutura decide a pescaria, porque o bass não fica espalhado ao acaso: ele procura esconderijo com comida por perto.

  • Galhada e árvore submersa. o esconderijo clássico. O bass fica na sombra dos galhos esperando o peixe pequeno passar.
  • Vegetação aquática. taboa, aguapé e capim submerso guardam lambari, rã e bass no mesmo lugar, principalmente no raso.
  • Pedra e barranco de pedra. abrigam lagostim e peixe pequeno, e seguem rendendo nas quatro estações.
  • Píer, pontão e barco ancorado. estrutura feita pelo homem também vale, com sombra o dia inteiro.
  • Quebra de profundidade. a borda onde o raso cai para o fundo é o caminho que o bass usa para subir e descer conforme a temperatura.
  • Entrada de córrego e pontas. trazem água nova e comida, e juntam cardume de peixe-isca.

Como regra prática, quanto mais sombra e cobertura um ponto tiver, mais chance de ter bass nele. Um ponto que junta duas coisas, como galhada numa quebra de profundidade, costuma segurar os peixes maiores.

Enxergar a estrutura antes do lance economiza isca e tempo. Um óculos com lente polarizada corta o reflexo da água e mostra galho e pedra submersos no raso, como explica o guia de óculos polarizado para pesca.

Como Pescar Black Bass em Cada Estação do Ano

Como pescar black bass muda de verdade ao longo do ano, porque o bass acompanha a temperatura da água. O FishBase registra a espécie numa faixa de 10 a 32 °C, uma faixa que inclui a água fria das represas de serra do Sul.

Na água quente, o bass fica ativo, sobe para o raso e persegue isca rápida. Na água fria, ele desacelera, desce para o fundo perto da estrutura e só aceita isca lenta passando bem na frente da boca.

EstaçãoOnde o bass estáIsca que rende
Primavera (set. a nov.)Raso, perto de ninho e vegetaçãoSoft plastic devagar, spinnerbait
Verão (dez. a fev.)Raso cedo e no fim da tarde; sombra e fundo no sol forteSuperfície, sapo, crankbait
Outono (mar. a mai.)Atrás do peixe-isca, em pontas e entradas de córregoCrankbait, spinnerbait, jerkbait
Inverno (jun. a ago.)Fundo, pedra e quebra de profundidadeJig e soft lentos, jerkbait com pausa

A tabela é uma referência prática, não uma regra fixa. Um dia quente de inverno pode trazer o bass de volta ao raso, e uma frente fria no verão faz o contrário: o termômetro da água manda mais que o calendário.

Dentro do dia, a mesma lógica vale. No verão, o amanhecer e o fim da tarde rendem mais no raso; no inverno, as horas mais quentes, perto do meio do dia, costumam ser as melhores. A regra geral para outras espécies está em melhor horário para pescar.

A primavera pede atenção especial, porque é a época do ninho. No Passaúna, o estudo registrou a reprodução do bass do fim do inverno à primavera, com os valores mais altos entre agosto e novembro.

Nessa fase, o macho constrói o ninho no fundo de lama do raso. Segundo o FishBase, ele guarda e abana os ovos por cerca de 29 dias. O próprio estudo do Passaúna sugere pescarias com isca artificial no período reprodutivo como forma de controle, sinal de que o bass guardando ninho ataca isca.

Represa de serra no inverno com água baixa, galhada seca exposta e geada na grama da margem, cenário de black bass no frio
No inverno, o bass desce para perto de galhada e pedra no fundo, e a isca precisa passar devagar.

No inverno, a pescaria fica mais lenta, mas não para. Soft plastic arrastado no fundo e jerkbait parado por vários segundos entre os toques costumam ser as iscas que ainda arrancam ataque na água fria, geralmente quando os dedos já nem sentem a manivela.

Black Bass na Piracema: Espécie Exótica

O black bass não é nativo do Brasil, e isso muda a regra do defeso. Segundo o Pesca na Regra, em São Paulo, Minas Gerais e Paraná o bass fica fora do fechamento da piracema por ser espécie exótica. A cota do estado continua valendo: em São Paulo, por exemplo, 10 kg mais um exemplar. A regra muda por estado.

No Paraná, porém, a liberação das exóticas durante o defeso vale só em lagos e reservatórios, justamente onde vive o bass; em rios, a pesca fecha para todas as espécies. O calendário por estado está em quando abre e fecha a piracema.

Soltar ou levar o bass depende do lugar. No pesqueiro, vale a regra da casa, quase sempre pesque e solte. Em represa pública, o estudo do Passaúna sugere campanhas de incentivo à captura e ao consumo como forma de controlar a espécie.

O que nunca se faz é levar bass vivo para soltar em outra represa ou lago. É essa soltura ilegal que espalhou o peixe pelo país, segundo o mesmo estudo.

Iscas Para Black Bass: Qual Usar em Cada Situação

Na escolha de isca, como pescar black bass se resume a uma ideia: a isca certa é a que passa na camada onde o bass está, na velocidade que a temperatura permite. Como o bass come peixe, lagostim e rã, quase toda isca artificial que imita um desses três funciona, desde que chegue no lugar certo.

Os seis tipos abaixo cobrem a pesca de bass no Brasil. A cadência de cada um, do recolhimento constante ao walking the dog, está ensinada em como pescar com isca artificial; aqui o foco é quando e onde cada tipo rende no bass.

Soft plastic FUNDO E ESTRUTURA

Minhoca, shad e lagostim de borracha. Montado sem enrosco, passa por dentro da galhada e da vegetação, onde outra isca prenderia. Rende o ano todo e é a principal opção no frio, trabalhado devagar no fundo.

Jig FUNDO, ÁGUA FRIA

Cabeça de chumbo com anzol e saia de silicone ou de pelo, muitas vezes com um soft de lagostim atrás. Imita um lagostim no fundo e rende em pedra e galhada, principalmente no inverno.

Spinnerbait VENTO E ÁGUA TURVA

Haste de arame com lâminas que giram e brilham. A vibração ajuda o bass a achar a isca em água turva ou com vento, e o formato passa pela vegetação sem enroscar muito. Boa para cobrir área e achar o peixe ativo.

Crankbait COBRIR ÁREA

Isca dura com barbela, que mergulha até uma profundidade fixa ao recolher. Serve para varrer pontas, pedras e quebras de profundidade no verão e no outono, batendo na estrutura pelo caminho.

Jerkbait ÁGUA FRIA E CLARA

Isca alongada de meia-água, trabalhada em toques curtos. No frio, a pausa longa entre os toques, de vários segundos, é o que provoca o ataque do bass parado.

Superfície: zara, popper e sapo AMANHECER E FIM DE TARDE

Rende em água calma e quente, no raso e perto da vegetação. O sapo de borracha passa por cima do aguapé sem enroscar; zara e popper trabalham em água aberta ao lado da estrutura.

No tamanho, uma referência prática é ficar entre 7 e 12 cm na maioria das iscas. É a faixa que cabe na boca do bass comum de represa e no peso que as varas indicadas mais abaixo arremessam.

A cor segue a água: tons naturais em água limpa, cores vivas ou bem escuras em água turva, por mais que a roda de amigos gaste a tarde discutindo o verde-limão. O guia de melhores iscas artificiais detalha a escolha de cor e de modelo por tipo.

4 Montagens de Soft Plastic Para Black Bass

Para quem está aprendendo como pescar black bass, o soft plastic é a isca mais versátil por causa da montagem. A mesma minhoca de borracha pesca de jeitos diferentes: no meio da galhada, arrastada no fundo ou parada logo acima dele.

O guia de montagens para bass da Take Me Fishing, iniciativa da Recreational Boating & Fishing Foundation, descreve as quatro mais usadas. Cada uma resolve uma situação diferente.

Texas Rig GALHADA E VEGETAÇÃO

Chumbo cônico correndo na linha, anzol offset e soft enfiado de modo que a ponta do anzol fique escondida no plástico. Sem ponta exposta, passa por mato e galho sem enroscar. É a montagem-base do bass.

Carolina Rig FUNDO LIMPO

Chumbo oliva correndo na linha principal, uma conta de plástico, um girador e um leader com o anzol e o soft. O bass pega a isca sem sentir o peso do chumbo, que fica para trás. Serve para arrastar o soft em fundo limpo e cobrir área.

Drop Shot PEIXE SUSPENSO

Chumbo na ponta da linha e anzol amarrado acima dele, com a ponta virada para cima. O soft fica parado um pouco acima do fundo, na altura do bass suspenso que não desce para pegar isca arrastada.

Ned Rig FRIO E PEIXE PARADO

Soft curto, de cerca de 7,5 cm, numa cabeça de jig leve em forma de cogumelo. Pelo mesmo guia, rende no outono e no inverno, quando o bass fica lento.

Na dúvida, comece pelo Texas rig. Ele pesca onde o bass mais fica, dentro da estrutura, e ensina o básico de trabalhar isca de borracha. Depois de pegar o jeito, a montagem leva menos de um minuto; antes disso, leva uns cinco e duas minhocas rasgadas.

1
Passe o chumbo cônico na linha. A ponta fina do chumbo fica virada para o lado da isca.
2
Amarre o anzol offset. Use um nó firme na argola do anzol, como o Palomar.
3
Espete a cabeça do soft. Enfie a ponta do anzol cerca de meio centímetro no centro da cabeça e saia pela lateral.
4
Puxe o soft até a dobra do anzol. Deslize a isca pela haste até a cabeça encostar na dobra do offset, perto da argola.
5
Gire o anzol e marque o ponto. Vire a ponta do anzol para o corpo da isca e deite o anzol ao lado dela, com o soft reto. Veja onde a curva do anzol encontra o corpo.
6
Esconda a ponta no plástico. Enfie a ponta nesse ponto e deixe-a rente à superfície do soft, sem atravessar. A isca tem que ficar reta, sem dobra.
Quatro montagens de isca soft para black bass, Texas, Carolina, drop shot e Ned, apoiadas lado a lado na borda de um píer de madeira molhado
Texas, Carolina, drop shot e Ned: a mesma isca de borracha, quatro profundidades e quatro situações diferentes.

Anzol e chumbo seguem o tamanho do soft. Como referência prática, anzol offset de 1/0 a 3/0 serve para minhocas e shads de 7 a 12 cm, dentro da faixa de offset do guia de tamanho de anzol.

No chumbo, use o mais leve que ainda leva a isca ao fundo. Água funda e vento pedem mais peso; raso e peixe desconfiado pedem menos, porque a isca cai mais devagar e parece mais natural.

Os nós do anzol e do girador do Carolina rig são os de sempre, com passo a passo no guia de nó de pesca.

Como Pescar Black Bass Passo a Passo, do Lance à Fisgada

Na água, como pescar black bass segue uma ordem que economiza tempo. Primeiro, você acha o peixe ativo com isca rápida; depois, insiste devagar onde ele apareceu.

1
Chegue em silêncio. Desligue o motor longe do ponto e evite bater no casco ou na pedra. O bass no raso sente a vibração.
2
Comece com isca de procura. Spinnerbait, crankbait ou isca de superfície cobrem área rápido e mostram onde está o bass ativo.
3
Lance além da estrutura. A isca cai depois do galho ou da pedra e passa rente a eles, nunca cai em cima.
4
Desacelere onde houve ataque. Troque para soft plastic ou jig e trabalhe o mesmo ponto devagar, em vários lances.
5
Leia a linha, não só a vara. No soft, o toque do bass costuma ser uma batidinha seca ou a linha andando para o lado. Na dúvida, recolha a folga e sinta o peso.
6
Fisgue conforme a isca. No soft com anzol offset, recolha a folga e fisgue firme, para a ponta atravessar o plástico. Com garateia, um movimento curto e firme basta. No sapo, espere um segundo depois do estouro.
7
Brigue com a ponta da vara baixa. O bass salta e sacode a cabeça para se soltar. Vara baixa e linha sempre tensa seguram o anzol na boca.

O passo 3 fica mais fácil com os lances de precisão. Para colocar a isca colada na galhada em espaço apertado, o pitching e o flipping com carretilha estão em como arremessar carretilha.

Para tirar o bass da água, o jeito mais comum é segurar pela mandíbula inferior, com o polegar dentro da boca. Ele tem só dentes pequenos e ásperos, sem a dentição cortante da traíra, e o polegar volta da pescaria como se tivesse passado numa lixa.

Bass grande pede a outra mão apoiando a barriga, para o peso não forçar a mandíbula. Se a ideia é soltar, faça a foto rápido e devolva o peixe na água segurando-o até ele sair nadando sozinho.

A regra que resume tudo

Ache a estrutura, leia a temperatura da água e escolha a isca pela camada onde o bass está: rápida e no raso no calor, lenta e no fundo no frio. No soft plastic, fisgue firme para a ponta atravessar a isca.

Equipamento Para Pescar Black Bass

Como pescar black bass com conforto pede equipamento leve, que arremesse com precisão isca de cerca de 7 a 15 g, como referência prática, e mostre o toque do soft na ponta da vara. O bass comum de represa não exige força, mas exige sensibilidade.

A carretilha é a opção clássica para bass, pela precisão no lance perto da estrutura. O molinete entra bem nas iscas mais leves, como o Ned rig e o drop shot, e é mais simples para quem está começando.

Pela tabela de numeração de molinete por espécie, o 2500 a 3000 cobre peixes do porte do bass com folga, sem pesar na mão num dia inteiro de arremessos.

Na linha, como referência prática, multifilamento de 15 a 20 lb com um leader de fluorocarbono de 50 a 80 cm resolve a maior parte das situações, a mesma lógica de terminal da pesca com isca artificial. Quem está começando na carretilha pode usar monofilamento de 0,30 a 0,35 mm, que perdoa mais os erros de arremesso e deixa mais barata a cabeleira dos primeiros dias.

O multifilamento de 15 a 20 lb não briga com a libragem mais baixa das varas indicadas abaixo. No mesmo diâmetro, a linha trançada aguenta de duas a quatro vezes mais peso que o nylon, como mostra a tabela de linha 0,30 aguenta quantos quilos, então ela é bem mais fina que um nylon da mesma resistência.

Vara de Carretilha de 1,68 m

Para Texas rig, spinnerbait e crankbait, a vara de 1,68 m para carretilha é a medida clássica do bass. A Albatroz New Diamond, de 2 partes, trabalha com linha de 6 a 12 lb e isca de 7 a 21 g. A Lumis Intense Cast, inteiriça e de ação rápida, usa linha de 5 a 14 lb e isca de 5 a 15 g, e é a mais sensível ao toque do soft.

Carretilha de Perfil Baixo

A carretilha de perfil baixo cabe na palma da mão e cansa menos em horas de lance. A Albatroz V73, com freio magnético, e a Ventura VT5 New, da Marine Sports, aparecem aqui com manivela esquerda, o lado de quem arremessa com a mão direita, como explica o guia de carretilha direita ou esquerda.

Linha Multifilamento de 8 Fios

Multifilamento fino transmite a batidinha do bass no soft. A Pesca Brasil Cobra 8X de 0,16 mm tem cerca de 19 lb, dentro da faixa de 15 a 20 lb. A Daiwa J-Braid X8, em carretel de 135 m, sai em várias espessuras: escolha a da mesma faixa. A comparação com mono e fluorocarbono está em qual a melhor linha para carretilha.

Soft Shad e Jig Bucktail para o Fundo

O soft shad Monster 3X M-Action, de 10,5 cm, vai no anzol offset do Texas rig ou numa cabeça de jig. O jig streamer de bucktail da Marine Sports, de 20 g, desce rápido em água funda e pede vara de ação média, como a New Diamond.

Spinnerbait e Colher Antienrosco

Duas iscas de procura que atravessam a vegetação. O spinnerbait da Maruri, com lâminas que vibram, serve para vento e água turva. A colher Maruri 60S antienrosco, de 6 cm e 10 g, trabalha no raso tomado de mato.

Isca de Superfície para o Verão

Para o amanhecer e o fim de tarde no calor. A Snake 90, de 9 cm e 11 g, e a Animal 100, de 10 cm e 14 g, ambas da Marine Sports, fazem o zigue-zague do walking the dog ao lado da estrutura.

Erros Comuns na Pesca de Black Bass

Os erros de quem está aprendendo como pescar black bass se repetem em represa e em pesqueiro, e quase nenhum se resolve trocando de isca, por mais que a caixa tenha trinta opções.

  • Pescar o inverno com isca de verão. no frio, o bass não sobe para perseguir isca rápida no raso.
  • Lançar em água aberta. longe da estrutura, a isca passa por onde o bass não está.
  • Fisgada fraca no soft. a ponta do anzol offset não atravessa o plástico, e o peixe solta.
  • Recolher rápido demais no frio. o bass parado não alcança a isca que passa correndo.
  • Vara pesada demais. a isca leve não voa, e o toque do soft não chega na mão.
  • Levantar a vara no salto. o bass sacode a cabeça no ar e cospe a isca; vara baixa segura o peixe.
  • Soltar bass em outra represa. é ilegal e foi o que espalhou a espécie pelo país.

Como Pescar Black Bass: Conclusão

Como pescar black bass bem se resume a achar o esconderijo certo para a estação: raso e vegetação no calor, fundo e pedra no frio, sempre colado na estrutura.

Com o ponto certo, a isca vem em seguida. Superfície e spinnerbait para o bass ativo, soft plastic e jig para o bass parado, com o Texas rig como montagem de partida.

O resto é ler a linha com atenção e fisgar com firmeza quando o toque vier. E deixar a câmera à mão, porque bass sem foto vira só mais uma história de pescador.

Perguntas Frequentes sobre Como Pescar Black Bass

Lance a isca rente à estrutura, como galhada, pedra e vegetação submersa, onde o bass fica de tocaia. No calor, use isca de superfície, spinnerbait e crankbait no raso. No frio, trabalhe soft plastic e jig devagar no fundo. No soft com anzol offset, fisgue firme para a ponta atravessar a isca.

Soft plastic, como minhoca e shad de borracha em Texas rig, é a isca mais versátil, porque pesca dentro da estrutura o ano todo. No calor, isca de superfície e spinnerbait rendem mais; no frio, jig e jerkbait com pausa longa. A melhor é a que passa na camada onde o bass está, não a mais cara da prateleira.

Da primavera ao outono, com a água mais quente, o bass fica mais ativo e aceita isca rápida no raso. Na represa do Passaúna, no Paraná, a reprodução vai do fim do inverno à primavera, com pico entre agosto e novembro. No inverno a pesca continua, só que mais lenta e no fundo.

No verão, o amanhecer e o fim da tarde rendem mais, com o bass caçando no raso e aceitando isca de superfície. No sol forte, ele desce para a sombra e para o fundo. No inverno, as horas mais quentes, perto do meio do dia, costumam ser as melhores, com isca lenta.

Principalmente em represas e lagos do Sul e do Sudeste. Segundo um estudo publicado na Acta Limnologica Brasiliensia, as populações se concentram em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Também há pesqueiros especializados em bass, quase sempre lagos de fazenda com regra de pesque e solte.

Em vários estados, sim, porque o bass é espécie exótica. Segundo o Pesca na Regra, em São Paulo, Minas Gerais e Paraná a pesca do bass não fecha na piracema, mas a cota do estado continua valendo. No Paraná, porém, a liberação vale só em lagos e reservatórios. Confira a portaria do seu estado antes de sair.

Como referência prática, uma vara de carretilha de 1,68 m, para linha de cerca de 5 a 14 lb, com carretilha de perfil baixo, cobre o Texas rig, o spinnerbait e o crankbait. Para Ned rig, drop shot e iscas leves, a vara de molinete com um molinete 2500 a 3000 é mais confortável.

Como referência prática, use multifilamento de 15 a 20 lb, que transmite o toque do bass no soft, com um leader de fluorocarbono de 50 a 80 cm, que some na água e aguenta o atrito na galhada. Quem está começando na carretilha pode usar monofilamento de 0,30 a 0,35 mm.

É a montagem-base de soft plastic para black bass: chumbo cônico correndo na linha, anzol offset e a isca de borracha enfiada de modo que a ponta do anzol fique escondida no plástico. Sem ponta exposta, a isca passa por galhada e vegetação sem enroscar.

Como referência prática, use anzol offset de 1/0 a 3/0 para soft plastic em Texas rig, conforme o tamanho da isca. Iscas duras, como crankbait, jerkbait e zara, já vêm com garateia de fábrica. Jig e spinnerbait também trazem o anzol na própria isca.

Segundo o FishBase, o black bass chega a 97 cm e 10,1 kg, e pode viver até 23 anos. O comprimento mais comum registrado na mesma ficha é de 40 cm, bem abaixo do máximo. Por isso, equipamento leve dá conta da maior parte dos bass de represa.

Sim. O black bass é nativo da América do Norte e chegou ao Brasil nos anos 1920. Um estudo publicado na Acta Limnologica Brasiliensia o trata como uma das piores espécies invasoras do mundo, com impacto sobre os peixes nativos. Por isso, nunca solte bass vivo em outra represa ou lago.

Qual isca tirou o maior bass da sua caixa?

Conta nos comentários em que represa ou pesqueiro foi, em que época do ano e qual montagem funcionou.

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